quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Simplicidade


A casa dos meus avós está desaparecendo. A cada dia, ela cede um pouco. Um tijolo que está fora do lugar, uma telha que não existe, mais casas de aranha que surgem no canto da parede. 

O cheiro de antigo concede uma aura especial aquele lugar que antigamente era habitado de amor. Eles não estão mais  aqui, mas ao redor é possível captar todo amor que existiu. 

Mesmo que ninguém habite mais esta morada. Não é difícil fechar os olhos e se transportar para um tempo em que havia vida ali. 

Criança correndo descalça atrás das galinhas no quintal. Menino roubando manga do vizinho, outros nadando no riacho com água translúcida. 

Os avós aproveitando as férias da molecada para matar a saudade e plantar alegria em seus corações, ensinando a maior riqueza que pode existir nesta vida. 

A noitinha, era vez de comer comida feita no fogão de lenha, iluminados pela luz do luar e pela boa moda de viola. Eita saudade. É muito amor para o tempo ou qualquer coisa apagar.



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