domingo, 15 de novembro de 2015

É disso que a gente sempre precisa..

...No nosso dia a dia, em nossas famílias, no trabalho, em nossa sociedade, em nossas ações. Precisamos mais, mais e mais.


"Muita vida e muito amor para a cidade de Mariana-MG e região. Senhoras e senhores, que a gente possa emanar muito amor para todos eles. O mundo precisa de muito mais amor." Fernando Anitelli (#OTeatro Mágico)



Enquanto isso...

Samarco admite que barragens ainda podem se romper em Mariana (MG)


A barragem de Santarém, que represa parte dos rejeitos da barragem do Fundão, que rompeu e causa a onda de lama que matou várias pessoas e segue pelo rio Doce,  pode também romper já que foi danificada após o desastre de Mariana (MG). A barragem de Germano, mais distante de ambos, também corre riscos.
Segundo outro representante da empresa, a barragem de Santarém pode se romper caso haja um "fluxo descontrolado" de materiais.

* Link acima tem reportagem na íntegra.


Como se o estrago não pudesse ser pior. Bom, o pessoal já viu que não irá ser responsabilizado a altura. Que no Brasil as coisas funcionam de uma forma um pouco deturpada. Temos regras frouxas, isenção de culpa. Temos um rio morto, e parte do dinheiro que seria destinado as famílias e a recuperação do rio, sabemos, vai para o bolso de diversos ternos, ou quem sabe, para partes do vestuário mais íntima. E assim continua a mineração, traços de um país que "foi" colônia. Profissionais que sabem demais e fazem de menos, falta de fiscalização do governo. Enriquecimento de uns a qualquer preço e custo em detrimento da população pobre, que luta para sobreviver honestamente, e tem a infelicidade de viver as margens. E nós, que tipo de povo somos, é um questionamento que faço constantemente. Vamos esquecer de tudo quando a grande mídia começar a anunciar outro notícia, que dê mais ibope. Vamos acreditar em mentiras ditas para calar a verdade, que tudo foi resolvido. Como se fosse fácil resolver tal desolação. Impossível. Nada será como antes, jamais vidas perdidas serão restauradas, histórias ficarão apenas na memória, até não existirem mais. A dor, o sofrimento. Nem se fosse nosso desejo imaginar, não poderíamos. Não vivemos tal realidade, só os que sofrem na pele sabem. E seguimos egoístas, vejam os comentários nas redes sociais, somos o centro de tudo. Como podemos ver tudo isso e continuar estáticos? Seguimos, apáticos, nada nos faz sair da nossa redoma. Vemos tudo, falamos virtualmente, falamos sobre a situação absurda que passamos, reclamamos no ponto de ônibus, no trabalho, na escola. Só, sem mais. Que tipo de sociedade somos? Que tipo de sociedade queremos ser? 

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