quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Se a felicidade escapar



É mágico! A vida começa desse jeito. E lá vai você, meio desengonçado e precisando de ajuda para tudo. O admirável mundo novo se apresenta aos poucos. Cada descoberta proporciona um pouco de felicidade. Vamos querendo cada vez mais e mais. 

Desde as pequenas coisas até as mais complexas. Isto é, nosso poder de satisfação vai diminuindo. A gente cresce, ganha responsabilidades, esquece de gerir o tempo. 

É como se fôssemos engolidos por uma bola de neve que não para de crescer dia após dia. A gente até que tenta fazer planos, quem sabe poderemos ser felizes no final de semana. Pode ser, não é verdade? 

Postergamos, enrolamos, deixamos o tempo passar. Contudo, chega um momento em que ela vai embora, deixa de ser protagonista de nossas vidas. A maravilhosa e inexplicável sensação que a felicidade proporciona passa a não existir. 

Então, caímos no buraco da existência vazia, sem sentido, no piloto automático. Neste momento, precisamos repensar nossos valores, metas e reais desejos. Para isso é preciso resgatar um garoto ou garota de pés descalços que dançava na chuva sempre que ela vinha. 

Sem medo de se sujar, de resfriar, de desapontar. Aí, ela começa a volta aos poucos. Você vai ver. Com o riso, com o balanço do corpo. Ela emerge, pois sempre esteve dentro de nós. Está escondida nas coisas simples da vida. 

Ela é gigante e por isso se encontra nas pequenas coisas. É plena, pois se faz inesperada. É magnifica, pois pode escapar de nós com facilidade. A felicidade é pura contradição. Pode se tornar gigante no peito, mas sempre caberá no coração. 

Será constante habitante de nossa alma. Lá sim, está sua origem. Se por acaso ela se afastar de você: procure sempre no lugar certo. Você não irá se arrepender.



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