segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Quem vem lá?



 

" Quem vem lá?
Gigante, miúda, me reanima
Liberta o instante, revigora

Se o acaso nos distanciar
E a sorte nos fechar a porta
Releve o que não importar
Vai, dê meia-volta e volta."

Saiu por aí emitindo sons. Sou assim: a cada passo uma nota musical fica pelo ar. Ás vezes, arrisco um passo de dança. Outras vezes, a timidez não permite. Sou assim: ritmo e poesia. As palavras emergem como milagre, brotam do fundo da alma. Um misto de tudo que está dentro de mim e que desejo partilhar. Sou assim: feliz e sorridente. Um sorriso que contagia a todos a minha volta. Por quê? Prefiro sem questionamentos. Pelo menos neste momento. Deixe-os para a ocasião apropriada: a reflexão. Sou assim: felicidade sem motivo. A música me alimenta, permite aos sonhos as asas e a amargura a possibilidade de se modificar como água em seus vários estados. Sou assim: pura intertextualidade, um caldeirão de ideias. Meu mundo está em constante conexão, uma visão do todo interligado. Nunca um peso, e sim, esperança. Sou assim: leveza em prosa e verso. Sim, as palavras me completam e fazem do meu dia melhor. Sou assim: música, sentimentos, doçura, esperança, espera, crescimento, evolução. Volto a caminhada inicial, o que sou e o que quero ser não é mais o principal. Viver. O querer viver sobe no palco, rouba a cena, me deixa de boca aberta, se torna protagonista de todas as próximas cenas. E assim, posso me sentar na plateia e ser espectador de mim. 


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