domingo, 2 de abril de 2017

Não sou o que fui, mas sou. Sim, eu sou


Assim como os lugares, as fotografias jamais poderão ser iguais. O momento captado não pode, sem dúvida, ser idêntico. Alguns não estarão, mas outros vão estar com os cabelos mais brancos, com a alma mais pesada. 

Árvores crescem :), rios desaparecem :(, pessoas vem e vão, dias intercalam luz e sombra. Cenários são substituídos. E só conseguimos ver isso quando passamos muito tempo sem ver o outro. 

Em nossa jornada muita coisa nos transforma. Somos eternos mutantes e dia após dia somos transformados. E nossa bagagem nos faz seres mais fortes, mais experientes. 

Não sofremos tanto, não choramos por besteira. Somos mais forte. Ou passamos por tal. 

Não sou o que fui, mas sou. Sei com tanta certeza, com uma força tamanha. Sim, eu sou. E ninguém poderá dizer o contrário. 


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